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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Tratamento de placas de ateroma vulneráveis através da eliminação de micropartículas e MMP9 com uso de PTCTS.

Garavelo, SM, Pereira, JJ, Wadt, NSY, Reis, MM, Palomino, SAP, Ikegami, RN, Dias Santos, R, Higuchi, ML
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

 

Introdução: Estudo prévio do grupo mostrou que a vulnerabilidade da placa de ateroma estava relacionada com micropartículas (MPs) – vesículas maiores que 100nm, que liberam MMP9 colagenase. Em outro estudo, injeção intramuscular de uma nova droga (PTCTS) composta de nanopartículas antioxidantes de plantas e transialidase do Trypanosoma cruzi normalizaram níveis de lípides e reduziram a aterosclerose em coelhos. O mecanismo de ação da droga inclui aumento de atividade das Siglecs (sialic-acid-binding immunoglobulin-like lecitins) e inativação de inflamassomos. Neste trabalho estudamos se a administração oral do PTCTS também é efetiva para tratar aterosclerose e se suas ações incluem a remoção de MPs e MMP9. Métodos: Comparamos dois grupos de coelhos: GI (n=6) – Dieta enriquecida com 1% de colesterol por 12 semanas; GII (n=8) – Dieta enriquecida com 1% de colesterol por 12 semanas com administração do PTCTS durante as últimas 6 semanas de dieta. A presença e tamanho de MPs foi analisada em fotos com aumento de x30.000 obtidas através da técnica de microscopia eletrônica (ME). O ponto onde a placa de ateroma era mais alta foi avaliado em 0,5cm de extensão em um corte histológico da aorta ascendente, usamos anticorpo anti antígenos de MMP9 (clone 56-24A) na técnica de imunohistoquímica (IHQ). Resultados: A análise da ME revelou a presença de MPs elípticas e arredondadas. Houve diferença significante entre o GI vs GII no número médio de MPs elípticas por foto (P=0,01), enquanto as MPs arredondadas não mostraram tal diferença (P=0.72). O tamanho das MPs, tanto das elípticas quanto das arredondadas não foram significativamente diferentes nos grupos GI e GII (P=0.48 e P=0.09). Pela IHQ as áreas de placa e transição placa/camada média não diferiram significativamente entre GI e GII, entretanto houve redução significante na porcentagem de área positiva antígenos de MMP9 no grupo GII (ver tabela).

Conclusão: A administração por via oral do PTCTS pode vir a ser uma forma de tratamento da aterosclerose, uma vez que observamos diminuição no número de MPs elípticas bem como da expressão da colagenase MMP9 em placas ateroscleróticas de coelhos, sugerindo que esta droga tem potencial na redução da vulnerabilidade da placa.

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