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Resultados preliminares do estudo PACINCHAGAS – preditores de mortalidade em pacientes com Cardiomiopatia Chagásica Crônica e marcapasso definitivo

Giselle de Lima Peixoto, Sérgio Freitas de Siqueira, Mariana Moreira Lensi, Silvana Angelina D'Ório Nishioka, Ricardo Alkmim Teixeira, Anísio Alexandre Andrade Pedrosa, Roberto Costa, Martino Martinelli
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: O envolvimento cardíaco na doença de Chagas é a principal causa de mortalidade, porém a identificação dos pacientes sob maior risco ainda é um desafio. Bradiarritmias com necessidade de implante de marcapasso definitivo (MPD) em pacientes com CCC (Cardiomiopatia Chagásica Crônica) é manifestação clínica comum; assim o objetivo deste estudo foi identificar preditores de mortalidade por todas as causas em pacientes com CCC e MPD.

Métodos: Estudo prospectivo, observacional, unicêntrico que incluiu 527 pacientes do estudo PACINCHAGAS – Estratificação de risco em chagásicos portadores de marcapasso definitivo, cujo objetivo primário é elaborar um escore de risco para mortalidade. Os pacientes foram submetidos à extensa avaliação, a qual incluiu variáveis clínicas (classe funcional NYHA, comorbidades e medicações), funcionais (eletrocardiograma, Holter e ecocardiograma) e eletrônicas (carga de estimulação artificial e arritmias). Nesta análise, incluímos os pacientes com seguimento mínimo de 6 meses.

Resultados: A idade média da população foi 62,6±12,0 anos, 337 (63,9%) eram do sexo feminino e 64,3% estavam em classe funcional I. A indicação do MPD foi bloqueio atrioventricular, doença do nó sinusal, fibrilação atrial de baixa resposta ventricular e desconhecida em 72,7%, 20,7%, 4,7% e 1,9%, respectivamente.  Durante seguimento médio de 1,8±0,6 anos, 74 (14,0%) pacientes morreram. O tempo médio de uso de MPD não foi diferente entre os óbitos e sobreviventes (11,8±8,9versus 11,6±9,0 anos, P=0,842). Insuficiência cardíaca foi a principal causa de óbito (25, 33,8%), seguida de morte súbita em 23 (31,0%), outras causas cardiovasculares em 8 (10,9%) e causa não-cardiovascular em 11 (14,8%) pacientes. A causa do óbito não foi identificada em 7 (9,5%) pacientes. O modelo de regressão de Cox identificou quatro preditores de mortalidade total: classe funcional III/IV (Hazard Ratio [HR] 4,85; IC95% 2,16-10,87; P<0,001); fração de ejeção do ventrículo esquerdo ≤43% (HR 2,07; IC95% 1,12-3,82; P=0,019); duração QRS≥150ms (HR 2,66; IC95% 1,23-5,76; P=0,013)  e taquicardia ventricular não-sustentada (HR 1,83; IC95% 1,02-3,29; P =0,040); ajustados para sexo, fibrilação atrial, hipertensão arterial, diabetes e doença renal crônica.

 

Conclusões: Os preditores de mortalidade total identificados em pacientes com CCC portadores de MPD foram classe funcional III/IV, FEVE≤43%, QRS ≥150ms e taquicardia ventricular não-sustentada. 

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