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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

MANISFESTAÇÃO ORAL DO TUMOR MARROM DE HIPERPARATIREOIDISMO SECUNDÁRIO EM PACIENTE COM ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES E RENAIS

Figueiredo, M.A, MEDEIROS, FB, ALVES, L. A. C, RODRIGUES, T. W.
Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas APCD/ Vila Mariana - São Paulo - São Paulo - Brasil

O hiperparatiroidismo secundário é uma frequente complicação da insuficiência renal crônica que se desenvolve em resposta ao baixo nível crônico de cálcio. E o tumor marrom representa uma seria complicação do hiperparatiroidismo. Essa lesão óssea é causada pela atividade exacerbada dos osteoclastos e fibrose peritrabecular. Esse tumor é considerado um sinal patognômonico da doença. As características clínicas encontradas em região bucal podem ser macrognatia, mobilidade dentária, alterações no esmalte e comprometimento na oclusão dentária. Paciente I.M.S., 41 anos de idade, gênero feminino, negra portadora de insuficiência cardíaca congestiva,
hipertensão, insuficiência renal crônica, em hemodiálise, em uso dos seguintes medicamentos: omeprazol, aas, calcitriol, hidróxido de ferro endovenoso, ácido fólico, furosemida, cloridrato de sevelamer, complexo b, enalapril, eritropetina humana recombinante. A paciente
compareceu a clínica de cirurgia da APCD - Vila Mariana, apresentando como queixa principal, aumento de volume do lado direito há 2 meses, dificuldade na mastigação presença de sangramento intra-oral e ausência de sensibilidade dolorosa. Ao exame clinico foi observado tumefação em região maxilar do lado direito, de coloração normal, mobilidade em região de dentes 18 a 16, com crescimento contínuo e expansivo. Foi realizada biopsia incisional e solicitado exames laboratoriais: fosfatase alcalina, fósforo, cálcio, paratormônio, tempo de protrombina e INR. Com diagnóstico posterior de tumor marrom do hiperparatirioidismo. Paciente encaminhada para o cirurgião de cabeça e pescoço para conduta e tratamento. Conclui se então que os tumores marrons representam uma grave complicação do hiperparatireoidismo associado à insuficiência renal crônica descompensada, sendo as complicações mais importantes relacionadas a posição e tamanho e os possíveis efeitos sobre as estruturas vizinhas. Portanto, um diagnóstico precoce é ideal para controlar o crescimento da lesão óssea e evitar um enfraquecimento da estrutura óssea, compressão de estruturas adjacentes, deformidades, e alteração funcional de outras áreas envolvidas.

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