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Investigação aleatorizada comparando estratégia embasada em angiografia versus estratégia lastreada em reserva de fluxo fracionada (FFR) para avaliação e conduta em pacientes portadores de lesões coronárias de gravidade intermediária - estudo SPECTRUM.

Figueiredo GL, Marin GB, Badran AV, Novaes GC, Haddad JL, Lago IM, Lima Filho MO, Lemos Neto PA, Marin Neto JA
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE RIBEIRÃO PRETO - - - BRASIL, INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução:A angiografia coronária é o método mais usado para definição terapêutica na doença arterial coronária. A medida da Reserva de Fluxo Fracionada (FFR) permite avaliar funcionalmente a gravidade de lesões obstrutivas. A mensuração da FFR não foi ainda testada no cenário clínico em que as obstruções, angiograficamente, não indicariam intervenções. O propósito deste estudo foi testar a hipótese de que para lesões intermediárias, não julgadas merecedoras de intervenção, a medida da FFR resultaria em alteração significativa das condutas terapêuticas. Casuística e Métodos:Estudo bicêntrico, 178 pacientes (pts) (Idade=60.0±9.5 anos, 43,8% de mulheres), portadores de 244 obstruções intermediárias (40 a 70% de estenose por estimativa visual). Com base na avaliação angiográfica, 121 pts (68%) com 155 lesões coronárias foram alocados para tratamento clínico otimizado (TCO). Em seguida, procedeu-se a aleatorização em base 1:1, sendo os pts alocados para seguir-se a indicação de tratamento baseada na angiografia, ou para determinação da FFR. A partir destas medidas, realizadas sob condição de hiperemia máxima, a estratégia terapêutica era alterada no grupo se FFR <0.80. Resultados: A mensuração da FFR foi sempre bem sucedida, assim como a intervenção coronária, não se registrando complicações graves. Comparações entre os diversos grupos constituídos não registraram senão pequenas diferenças pontuais, quanto a quaisquer das características clínicas e angiográficas. No subgrupo aleatoriamente alocado para medida de FFR foram incluídos 65 pts com 78 lesões. Nesse subgrupo obteve-se FFR <0.80 em 19 lesões de 16 pts, levando à alteração de conduta terapêutica, indicando-se a realização de intervenção coronária, enquanto os demais 49 pts permaneceram com a conduta, ditada angiograficamente, de somente receberem TCO. Portanto a mensuração da FFR em amostra randomizada desse subgrupo determinou a alteração de conduta da ordem de 25% dos pts e lesões. Conclusões: 1. Alocação de pts foi preferencial para o grupo TCO com base nos aspectos angiográficos, revelando nítido viés conservador quanto à estratégia predominante nesta população amostral. 2. Nesse cenário de lesões intermediárias a avaliação fisiológica com medida da FFR terminou por detectar contingente substancial de pts em que a angiografia per se não estaria indicando a necessidade de intervenção, mas que, na verdade, poderiam ter consequências isquêmicas e que, portanto, por este critério, tiveram que receber intervenção para revascularização miocárdica.

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