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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Relevância de choques do cardioversor-desfibrilador implantável e fatores psicossociais na percepção da doença cardíaca

Tathiane Barbosa Guimarães, Caio Vitale Spaggiari, Mariana Moreira Lensi, Sergio Freitas Siqueira, Silvana Angelina D'Orio Nishioka , Roberto Costa, Martino Martinelli Filho
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: Choques, ansiedade, gênero do paciente e personalidade tipo D, são conhecidos fatores de risco para possível desajuste psicossocial e pior qualidade de vida. Entretanto, não se conhece o papel dessas e outras variáveis na percepção que o paciente tem sobre sua doença cardíaca na presença de cardioversor-desfibrilador implantável (CDI). Este foi o objetivo do estudo, além de avaliar a importância da relação temporal da ocorrência de choques do CDI na percepção da doença. Método: Foram avaliados 250 portadores de CDI consecutivos (54,10±15,15 anos, 67% homens), quanto à percepção de doença, por meio do instrumento B-IPQ, relacionando-a com ansiedade, depressão, distress e personalidade tipo D, obtidos pelos instrumentos HADS e DS-14, ocorrência de choques nos últimos seis meses e desde o implante. Os testes Mann-Whitneye X2 foram usados para análise estatística. Resultados: Não ocorreram diferenças estatísticas em relação à percepção de ameaça da doença e ocorrência de choques desde o implante (P= 0.058), mas sim com choques nos últimos seis meses (P= 0.01). No entanto, choques desde o implante, presença de personalidade tipo D, ansiedade, depressão e distress, em relação à percepção de ameaça da doença, determinaram Razão de Chance (OR) de 2,34(IC 1,33-4,11, P= 0.002); 2,94(IC 1,66-5,20, P= 0,0001);10,98(IC 5.71-21.11, P=<.0001); 5,29(IC 2,85-9,80, P=<.0001) e 6,92(IC 3,78-12,66, P=<.0001), respectivamente. Pacientes tipo D, ansiosos e depressivos se associaram à maior percepção de ameaça da doença, considerando: 1- sua doença ter consequências mais graves;2- não possuir habilidade pessoal para controlar a doença; 3- experienciar mais sintomas atribuídos à cardiopatia;4- relatar maior preocupação e admitir que a doença os afeta emocionalmente.Em pacientes do gênero feminino e pacientes com terapia de choque recente, a percepção de sintomas atribuídos à doença é maior,em relação ao gênero masculino e pacientes que nunca receberam terapia ou receberam há mais de seis meses. Os que apresentam distress tem pior percepção em todas as variáveis da escala, exceto compreensão do tratamento. Conclusões: Os achados desse estudo indicam que: 1- a ocorrência de choques do CDI não influencia a percepção de ameaça da doença, exceto se recente; 2- as percepções dos portadores de CDI, em relação à doença cardíaca, são influenciadas pela presença da personalidade Tipo D, ansiedade, depressão e distress, assim como ser do gênero feminino. Pesquisas são necessárias para traduzir esses achados em intervenções.

 

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