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Ressonância magnética de 3T na avaliação de fibrose miocárdica em pacientes portadores de cardiomiopatia hipertrófica e sem fatores preditivos de morte súbita e sua relação com arritmia

Juliana Horie Silva, Hugo B Zampa, Evandro Nunes, Leandro S I Ueda, Felipe Gomes, Carlos Eduardo E Prazeres, Tiago Senra, Maximilian Gospos, Luciano F Aguiar Filho, Ibraim Masciarelli F Pinto
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Introdução: A estratificação de risco para morte súbita na cardiomiopatia hipertrófica (CMH) permanece como um desafio na prática clínica, uma vez que alguns trabalhos colocam em dúvida a eficácia dos escores disponíveis e relatam taxas de morte que nem sempre correspondem à presença ou ausência de fatores de risco. Por outro lado, recentes estudos empregando a  ressonância magnética (RM) de 1,5Tesla (T) sugerem que a fibrose miocárdica (FM) seja fator de risco independente para a ocorrência de eventos adversos. Este aspecto é menos avaliado nos equipamentos de 3T, em especial em pacientes com CMH considerados como de baixo risco de acordo com os critérios clínicos convencionais. Objetivo: Avaliar se a ressonância magnética de 3T pode contribuir no aperfeiçoamento da estratificação de risco para morte súbita em portadores de CMH sem fatores de risco aparente. Métodos: Selecionamos pacientes com diagnóstico de CMH, assintomáticos e sem fatores preditivos de morte súbita. Todos foram submetidos à RM 3T (Phillips, Ingenia) para avaliação da função ventricular, medidas do ventrículo esquerdo e detecção de FM pela técnica do realce tardio pelo gadolíneo (RTG). Os achados da RM foram correlacionados com o surgimento de sintomas, a incidência de síncope e à presença de taquicardia ventricular não sustentada (TVNS) ao Holter. Resultados: Incluímos 38 pacientes, idade média de 49±18,5 anos, sem critérios de risco para morte súbita conhecidos. Com seguimento médio de 42 meses, 30 apresentaram FM pelo RTG. Não houve diferença significativa entre o grupo com FM e sem FM  quanto a função ventricular esquerda (64% x 66%, p= 0,65), massa ventricular (152g x 139g, p=0,66), diâmetro diastólico do VE (55mm x 51mm, p=0,24) e espessura máxima miocárdica do VE (19,7mm x 16mm, p=0,12). A ocorrência de síncope e TVNS ocorreu em 13 pacientes, sendo 12 (92%) do grupo com presença de FM (p<0,05). Nos pacientes com fibrose miocárdica, a massa média de fibrose nos pacientes com eventos foi de 14% e no grupo sem eventos foi de 8,5%. Conclusão. Nos pacientes com CMH e sem fatores preditivos de morte súbita, a presença de fibrose miocárdica não mostrou associação com a hipertrofia ventricular e nem com a disfunção ventricular esquerda , porém apresentou relação estatisticamente significante com arritmia e síncope. A RM 3T mostrou potencial para o uso clínico em pacientes com CMH podendo aprimorar a estratificação de risco desta população.

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