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Associação entre Esteatose Hepática e Disfunção Erétil: Mais um Elo entre Fígado e Risco Cardiovascular?

Antonio Gabriele Laurinavicius, Raquel Conceição, Viviane Arevalo Tabone, Raul Dias Santos
HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN - - SP - BRASIL

 

Introdução: A esteatose hepática (EH), considerada o componente hepático da síndrome metabólica, é um fator de risco cardiovascular emergente, cuja presença tem sido associada à aterosclerose clínica e subclínica. Os mecanismos fisiopatológicos apontados para justificar tal associação incluem a secreção ativa de citoquinas por parte do fígado esteatótico, promovendo disfunção endotelial. Por outro lado, a presença de disfunção erétil é um preditor independente de eventos cardiovasculares e está estritamente relacionada à função endotelial. O objetivo do presente estudo foi avaliar a associação entre EH e disfunção erétil.

 

Métodos: Avaliamos 9.655 homens aparentemente saudáveis, com mais de 40 anos de idade (idade média: 48,9 anos), submetidos a um protocolo de check-up entre 2009 e 2013. Todos os participantes realizaram uma extensa avaliação clínico-laboratorial e ultrassom de abdome para a detecção de EH. A presença de disfunção erétil foi avaliada por meio do questionário IIEF-5 (International Index of Erectile Function), amplamente validado para tal fim. O consumo de álcool foi estimado por meio do escore AUDIT. A associação entre EH e disfunção erétil foi testada em regressão logística múltipla.

 

Resultados: A prevalência de EH foi de 50,8%. A presença de disfunção erétil foi detectada em 6,3% (n = 609) da população estudada (leve: 55,2%; leve a moderada: 28,7%; moderada: 13%; grave: 3,1%). Indivíduos com EH apresentaram maior prevalência de disfunção erétil que aqueles sem EH (7,7% vs. 4,9%, p <0,001). Os portadores de disfunção erétil apresentaram idade maior (56,3 vs 48,4 y, p <0,001) e uma maior carga de fatores de risco cardiovascular, incluindo hipertensão (p <0,001), diabetes (p <0,001), dislipidemia (p <0,001), obesidade (p <0,001) e sedentarismo (p = 0,001), quando comparados àqueles sem disfunção erétil. A EH foi um preditor independente de disfunção erétil (OR 1,25, IC 95% 1,02-1,53, p = 0,035), mesmo após ajuste para idade, consumo de álcool, índice de massa corpórea e diagnóstico de síndrome metabólica.

 

Conclusões: A EH apresenta associação independente à disfunção erétil. A disfunção endotelial induzida por citoquinas hepáticas é um dos mecanismos propostos para justificar esta associação. Todos os portadores de EH deveriam ser avaliados em relação à presença de disfunção erétil.

 

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