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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Troponina ultrassensível como o melhor preditor de morte e infarto do miocárdio em pacientes com angina refratária

Nilson T. Poppi, Luís H. W. Gowdak, Luciana O. C. Dourado, Eduardo L. Adam, Thiago N. P. Leite, José E. Krieger, Luiz A. M. César, Alexandre C. Pereira
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

 

Introdução: Aproximadamente 10% dos pacientes com doença arterial coronária (DAC) apresentam angina refratária, mas os preditores de eventos cardiovasculares neste grupo crescente de pacientes são escassos.  Os ensaios para a troponina T cardíaca ultrassensível (TnTc-us) são valiosos biomarcadores que podem ser utilizados para determinar o prognóstico de pacientes com DAC estável, mas não há evidência que esta habilidade seja reproduzida em indivíduos com doença mais grave e extensa, como ocorre na angina refratária.

 

Métodos: Foram incluídos prospectivamente 117 pacientes consecutivos neste estudo (70,9% homens, 62,7±9,4 anos; fração de ejeção de 52,4±13,2%). Possibilidade de revascularização miocárdica foi afastada por um Heart Team após avaliação de uma coronariografia recente; evidência de isquemia miocárdica foi um critério de inclusão. Consultas ambulatoriais semestrais foram realizadas para otimização terapêutica; as dosagens de TnTc-us foram obtidas na consulta inicial. O desfecho primário foi a incidência combinada de óbito e infarto do miocárdio não fatal. As curvas de sobrevida foram obtidas pelo método de Kaplan-Meier. Análise univariada foi realizada através do teste de log-rank para identificar variáveis associadas ao desfecho primário, e aquelas com um valor de p<0,10 foram incluídas em modelos de regressão de Cox, permitindo cálculos de hazard ratios (HR) e intervalos de confiança (IC).

 

Resultados: Durante um seguimento mediano de 28 meses (intervalo interquartil de 18 a 47,5 meses), a taxa de eventos combinados foi estimada em 13,4% (5,8% para óbito). Preditores univariados para o desfecho composto foram os níveis de TnTc-us (figura abaixo) e disfunção ventricular esquerda. Após análise de regressão multivariada, apenas a TnTc-us foi independentemente associada com os eventos avaliados, tanto como variável contínua (HR por aumento em cada unidade do logarítimo natural: 2,83; IC 95% de 1,62 a 4,92; p<0,001) quanto como variável categórica (HR para concentrações acima do percentil 99: 5,14; IC 95% de 2,05 a 12,91; p<0,001).

 

Conclusão: Em pacientes com angina refratária, a concentração plasmática de TnTc-us é a melhor preditora de morte e infarto do miocárdio não fatal.

 

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